"Santifica os que amam a beleza da Tua casa"

Este video registra imagens da celebração da Festa da Exaltação da Santa e Vivificante Cruz do Senhor, realizada no Seminario e Academia Teológica Ortodoxo de São Petesburgo (Patriarcado de Moscou).

Toda a beleza e piedade que a Santa Igreja de Cristo oferta ao mundo, advem do seu incansável amor a Deus e aos homens.

A Deus ela oferta os seus humildes esforços, em uma constante confissão, uma constante espera, com temor e alegria.

Aos homens, ela chama, a cada um de nós, para se juntar neste esforço, para que a nossa vida seja tomada por esta beleza, por este jubilo, por este amor.

Na Igreja, como que por uma fresta, vislumbramos a realidade, um pouco sobre o mundo futuro, aquele que será totalmente transfigurado pelo Senhor, Rei de todos.

Que Deus nos permita, enquanto ainda podemos, olhar com veneração para a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, nos unirmos a ela, para que com ela possamos viver em oração, para que o Sagrado Reino ja possa viver em nós neste mundo.

"Salve, vivificante Cruz,/ troféu invencível da piedade, porta do Paraíso,/ conforto dos fiéis, fortaleza da Igreja;/ por ti foi anulada a corrupção,/ aniquilado e abolido o poder da morte;/ e por ti fomos elevados da terra para o céu./ Arma invencível, adversária dos demônios,/ glória dos Mártires, verdadeiro ornamento dos Justos e dos Santos,/ porta de salvação,// por ti veio ao mundogrande misericórdia."

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Notas Catequéticas : Por qual razão a Igreja Ortodoxa nega a Eucaristia aos não ortodoxos ?




Muitos são aqueles que identificam na postura dos clérigos da Igreja que não ministram a Eucaristia para os que não são ortodoxos (batizados na Igreja Ortodoxa) como um tipo de ação estranha ao espírito do Evangelho.

Um buscador da fé me enviou a seguinte dúvida -provocação :

"Uma multidão se aproximava de Cristo, O buscava, e os discípulos desejam despedir aquelas pessoas, pois lhes faltava comida. Então O Senhor fez multiplicar os pães e os peixes, para uma medida maior do que o necessario para os discipulos, mas sim mais do que suficiente para alimentar todos os que buscavam O Senhor.
O Senhor não mandou perguntar se eram todos partidários dEle, se entendiam todos os seus ensinos, pois o essencial era que O buscavam.
Não deveria então os Ortodoxos abrirem a Eucaristia para todos os que buscam O senhor ?"


Resposta :

Ha uma questão central aqui : Os pães e os peixes multiplicados pelo Senhor, para atender a fome da multidão, não era Seu Corpo e Seu Sangue.

O Senhor não ofertou a multidão aquilo que deu aos Seus mais íntimos amigos, na "Santa Ceia", quando a eles deu dizendo "Meu Corpo, Meu Sangue".

Do mesmo modo, a Igreja oferta sim o alimento a multidão, sem fazer distinção, quando oferta a Palavra do Evangelho , que se dá na pregação do Santo Evangelho e nas homilias, que são bênçãos salvíficas abertas a todos, para os batizados e para os não batizados.

E com toda a certeza, este "pão" alimenta, e é multiplicado na medida da busca das pessoas.

Contudo, assim como fez o Senhor, a comunhão do Seu Corpo e do Seu Sangue, se dá na intimidade dos discípulos do Cristo. E ai está a questão central do Batismo : É para nos fazer discípulos íntimos do Senhor.

Ora, mas na Santa Ceia não estava Judas, o traidor ?

Sim, e por qual razão ? Para justamente nos lembrar que mesmo chamados a intimidade do Senhor, podemos sucumbir e O trair.

E quantas vezes não o fazemos ? Judas é assim tão estranho a nós ? Claro que não ! Pois todas as vezes que pecamos, traímos o Nosso Cristo, e de forma ainda pior do que fez Judas.

Sejamos então, capazes de compreender a importância do "pão" do Evangelho e das orientações pastorais e catequéticas (que são para todos), mas sem esquecer que o fruto dessas orientações em nossa vida é justamente nos permitir sermos reais discípulos do Senhor, e na intimidade da Sua Igreja, comungar dos Seus divinos mistérios.

Certamente, aqueles que desejarem o Corpo e o Sangue de Cristo, e o fazem animados pelo pão da Palavra dado pela Igreja Ortodoxa, vão buscar a Eucaristia pelo Batismo.

Que Deus permita ser útil (ver na ação da Igreja o zelo em seguir Cristo).

No amor de Cristo,
Diácono Marcelo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Notas Catequéticas : Dúvidas dos buscadores sobre passagens do Evangelho.



Seguem questões e as respostas. Que Deus permita ser util.

                                                     + + +

Buscador da Fé :

"1°-Jesus confia muito em Pedro e insinua que ele é um dos que mais tem fé. Mas logo em seguida fala como ele o renegará. Lc 22:32-46. Como explicar essa aparente contradição?

2-Em Lucas 1:32, afirma-se que Jesus é tanto Filho de Deus quanto filho de David. Seria isso uma afirmação explícita da Dupla Natureza de Jesus?

3-Gálatas 3:13 em diante há um tratamento das Leis da Antiga Aliança como "malditas" e fardo. Como conciliar essa fala de São Paulo com o fato de que Jesus não revogou as Leis?

4-Em João 4:21, Jesus diz à mulher lá (e meio que para toda Israel) que, no futuro, ninguém iria venerar o Deus Pai ali nem em Israel. O que Ele quis dizer com isso?

5-Em Mateus 17:24, Jesus diz para pagarem o dízimo talmúdico, o calculado. Porém São Paulo diz que o dízimo não é uma obrigação, até onde li. Então eu não entendi muito bem esse trecho.

6-Em Marcos 15:34 tem o clássico trecho de Jesus perguntando por que Deus "O abandonou".

No catecismo da Igreja Católica, o trecho que trata disso fala exatamente assim:
Artigo 663: "Jesus não conheceu a reprovação, como se Ele mesmo tivesse pecado 985. Mas no amor redentor que sempre o unia ao Pai 986, nos assumiu na perdição de nosso pecado em relação a Deus a ponto de poder dizer em nosso nome, na cruz: "Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonaste?"(M 15:34)987"

As notas seguem:
985-Jo 8:46
986-Jo 8:29
987-Sl 22:1

Sendo que em outro trecho, em 2Cor 5:21, Paulo diz que Deus se fez pecado por nós.

Devo dizer que desse último ponto-pergunta eu estou muito confuso e não entendi quase nada.

Aguardo, ansioso, a sua resposta.

Que Deus nos Guie e Guarde. Amém."

                                                          + + +

Resposta :

1- Cristo afirma que a fé que Pedro proclama (ser Jesus o Filho do Deus Vivo) é a rocha no qual é edificada a Igreja.

Isso significa que é fundamental crer em Cristo como Divino.

Depois, quando Pedro em seu amor se nega a aceitar a paixão de Cristo, Nosso Senhor o repreende duramente, caracterizando o seu zelo neste momento como inspirado pelo demonio (pois confrontava o plano de Deus).

Nisso (na elevação da fé proclamada de Pedro e na refutação ao voluntarismo tolo de Pedro), nosso Senhor nos ensina que a Rocha da fé não é a pessoa de São Pedro , mas sim a fé que ele proclamou, e que mesmo alguem dotado da vera fé, pode ser tentado pelo diabo, se deixa de descansar sua confiança unicamente em Deus.

2 - Cristo é "filho de Davi" como o Messias Esperado. Contudo, a Sua divindade, ja anunciada em Isaias, não era percebida por todos.

3 - São Paulo fala das leis referentes aos costumes, e não aos Mandamentos da Lei. É sobre estes que Cristo afirma haver imutabilidade de acordo com o Seu ensino. Cristo nos ensina a ler com verdade estes mandamentos.

4 - No mundo que ha de vir, a adoração a Deus não se dará liturgicamente. Toda a vida será uma doxologia.

5 - Cristo orienta a Pedro a não fazer da questão menor um tema de grande controvérsia. O foco do Senhor era contrapor o entendimento errado dos judeus sobre o espirito da Lei.

Já São Paulo muito diz diretamente as praticas da Igreja nascente, e de como ela deve se fazer distinta da sinagoga, em questões diversas.

6 - Cristo é Deus Perfeito, mas igualmente Homem Perfeito. A Humanidade do Cristo se mostra muitas vezes nítida, quando de Sua tristeza diante da morte de Lazaro (melhor dizendo, diante do luto das irmas), temos que Cristo se emociona e chora, ainda que Ele instantes apos chamaria Lazaro da mansão dos mortos.

Por qual razão chorou se tem poder sobre a morte ? Por ser Homem tambem.

Do mesmo modo, diante do abuso no Templo, Ele derruba as barraquinhas e reage duramente a todo aquele comercio. Sua justa indignação é de Sua natureza humana, que sem se opor a natureza divina, se manifesta com a propriedade que lhe é propria.

Cristo nos mostra o Homem Pleno e Perfeito. E então, ao dialogar com O Pai, O faz como Homem, Pleno e Perfeito, com a intimidade propria do Filho que lida com O Pai.

Cristo, como Ele mesmo explicou, ao falar com O Pai, fazia para nos ensinar, a como buscar a Deus.

Deus permita que lhe seja util (fazer crescer o amor a Deus no seu coração).

Um grande abraço !

No amor de Cristo,

Diácono Marcelo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Notas Pastorais : Não minta para si mesmo.



Um dos ensinamentos difíceis, mas inerentes ao processo de conversão , é entender que o cristianismo nos exige uma mudança de vida.

Muitas vezes isso é compreendido como um básico evitar certos pecados obvios (matar, roubar, cutivar a luxuria....), mas que não diz respeito ao nosso estilo de vida.

Basicamente, o cristianismo se torna "uma coisa" em nossa vida (uma "coisa" ate querida...), mas não o centro da nossa vida.

E infelizmente muitos creem que a promessa do Cristo sobre "ser batizado e ser salvo", não pede nada mais do que evitar os pecados mais grosseiros (não, matar, não roubar e "não realizar ato sexual com outra pessoal que não o conjuge", que é o que as pessoas entendem como unico pecado sobre o sexo...) e ter a "carteirinha do batismo".

Mas isso é um grande engano.

Cristo nos promete que aquele que crer e NASCER DE NOVO, será salvo.

O batismo que salva, não é um ato magico, de alguem que caiu em um caldeirão mistico...O Batismo é o simbolo do sepultamento do homem velho, e do nascimento do homem novo.

Isso significa : Adotar uma nova vida.

Então, um adulto, que buscou a Igreja, o que se espera é a compreensão de que, inevitavelmente, a vida dele vai ter uma mudança significativa, do batismo em diante.

Não é encaixar aqui e ali "umas coisas cristãs" não....É uma mudança de eixo...O centro da vida, é a busca por Deus, que nos parametros de nossa fé, é ensinada pela Igreja.

Logo, a nossa vida, de adultos cristãos, precisa refletir esta mudança de parametro, de um modo claro e inequivoco.

Disse o Cristo : Se o seu olho o faz pecar, arranca o olho..

Do que O Senhor está falando aqui ? É simples : Muda tudo o que na sua vida, te faz ter uma vida "mais ou menos" com Deus.

Ou seja "arranca" aquilo que te impede de uma visceral busca por Deus.

A questão aqui é mesmo considerar o nexo sobre crer em Um só Deus.

Aquilo que nos impede de criar um vinculo prioritario com Deus, é o nosso ídolo.

Não importa o que seja : O nosso desejo de ganhar muito dinheiro, o nosso desejo de ter muito prazer, o nosso desejo de muito conquistar coisas....Vai estar na frente de Deus, é de fato o tesouro que guardamos no nosso coração.

Sejamos adultos. É ou não é ?

Então precisamos arrancar.

Tratando de certas coisas básicas sobre este mudar de parametro, e de ter a busca por Deus como centro da vida, está a questão fulcral da organização do tempo.

Não se engane : Se voce quer ter um relacionamento com Deus, voce vai precisar ter tempo para Deus.

E é ter um tempo PRIMEIRO para Deus.

Como mesmo é em qualquer relacionamento....Se você não tem tempo para a relação, ela acaba.

A Lei de Deus nos indica, que nos cabe guardar o Dia do Senhor.

Para os filhos da Igreja Ortodoxa isso significa congregar e adorar a Deus a cada Domingo, o dia no qual o Senhor ressuscitou.

Será que guardar o Dia do Senhor tem a ver com o nascer de novo ? É claro que sim....

Tem justamente relação com a purificação do nosso coração.

Pois é adorando a Deus, que aprendemos a amar a Deus acima de todas as coisas.

O que vai nos permitir ter um tempo qualificado para Deus todos os dias.

Ah sim,claro, mas ha quem mesmo não possa ir a cada Domingo a igreja. Não vamos ter duvida : Deus sabe de tudo, e claro que quem não pode....não pode. Ok.

Mas "não poder" é o que mesmo ? É de fato não ter como ir....É desejar de todo o coração ir, mas por ter de trabalhar no dia não ir, por estar muito doente não ir, por ter de cuidar de alguem não ir...

Deus sabe mais. E Ele acompanha, cada passo da mudança de vida, que desejamos realizar em nosso coração.

Sim, esta mudança de vida vai nos exigir renuncias. Vai nos exigir deixar certas praticas, reorganizar rotinas, contrariar pessoas...

Devemos saber que será assim, necessariamente, se for real, se for verdadeiro o nosso caminhar na fé.

Não ha como evitar mudanças...

Que Deus permita ser útil.

No amor de Cristo,
Diácono Marcelo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Notas Pastorais : Reforçando a atenção ao essencial


Irmãos,

Aquele que busca o cristianismo autentico, está buscando veracidade.
E veracidade aqui significa viver de acordo com a sua crença.

O cristão busca, antes de tudo, ter um relacionamento de amor com Deus.

Um relacionamento no qual ha o amante e o amado. Não se trata de outra coisa a busca da vida.

Mas como viver esta crença, se o mundo nos oferta tantas coisas que são opostas a esta busca (outros amores, outros relacionamentos),e se a nossa natureza facilmente se enamora por estes outros amantes ?

Em linhas gerais, temos :

1- Ter uma regra de oração : Falar com Deus (com amor fervoroso) quando acorda, e quando vai se deitar.

Agradecer a Deus por todas as venturas e desventuras, em oração.

Em um dado estado luminoso da vida, o momento de orar será a hora esperada de cada dia, como é o encontro com o amado em todo relacionamento real de amor.

Nunca deixa de guardar o dia do Senhor. Va a igreja a cada Domingo, renda-se a Deus.

2 - Cultivar a capacidade de se abster(impor moderação) : Dos prazeres da carne, dos prazeres da mente.

Moderar todas as buscas, de modo que nenhuma retribuição seja mais querida do que aquela advinda do relacionamento com Deus.

Só os livres podem se enamorar por Deus. E só quem pode não fazer aquilo que quer, é livre.

3 - Nunca fazer mal a uma outra pessoa : Se desejarmos amar a Deus, precisamos nos dedicar a ver Cristo em toda pessoa.

Será possível, de forma consciente, causar tristeza a Cristo e ainda O amar ?

Eis como podemos entender que "aquele que deseja ser grande, deve ser o servo de todos"

4 - Meditar na Boa Nova todos os dias :


O Evangellho é o parametro da nossa vida. Como caminhei hoje ?

Ao ler o Evangelho todos os dias, aos poucos vamos ter a medida de Cristo para determinar se o dia foi luminoso ou obscuro.

Mas se ja leu o Evangelho completo muitas vezes ? Quando voce o puder recitar inteiro de cabeça, de gloria a Deus e faz uso desta memória para meditar sobre cada dia, todos os dias.

Antes desta graça, le todos os dias.

5 - Alimenta quem tem fome, veste quem tem frio, visita o preso, da atenção a quem precisa, ouve quem precisa desabafar...

Tudo na medida de sua possibilidade.
Não seja paranóico : É entre você e Deus. Faz tudo o que pode (mas faz mesmo), que Deus sabe mais.

6 - Não pragueje, não reclame, não xingue, não condene.

Quem clama a Cristo "tem piedade de mim, um pecador", e é acusador do seu irmão, não vai ser atendido pelo Cristo.

É a sintese da parábola do devedor malvado, que perdoado da divida de uma fortuna, perseguia quem lhe devia uma ninharia.

Vamos olhar para esses 6 topicos. O que vai mal ? Tenta melhorar, de verdade, como todo seu coração, e agora.

Essa busca é veracidade. Deus ajuda. Vamos tentar já, agora.

Deus permita ser útil.

No amor de Cristo,
Diácono Marcelo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

A Luz de nossa fé : O Salmo 126



"Quando o Senhor trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.
Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes.
Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.
Traze-nos outra vez, ó Senhor, do cativeiro, como as correntes das águas no sul.
Os que semeiam em lágrimas
segarão com alegria.
Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos."

Salmos 126:1-6

Irmãos,

o sentimento do exílio, é a busca natural do homem por voltar para casa, para o estado natural humano de comunhão com Deus.

Se caminhamos neste mundo, e em algum momento despertamos para a existência de Deus, naturalmente nos identificamos com a condição do exilado.

Quando então, graças a fé reavivamos em nosso coração o Reino do Deus, ficamos em um estado de alegria espiritual verdadeira, de um modo que mesmo aqueles que não partilham de nossa fé reconhecem nos sinais de nossa alegria : O Senhor fez grandes coisas a estes.

Que grandes coisas são estas ? A alegria na pureza, o rendimento total e pacifico a Deus, o contentamento radioso, a paz do que não mais odeiam, só amam O Senhor.

Assim a nossa boca se encheu de riso e de cântico.

Clamamos então, em nossos dias menos luminosos, em nossos dias de fraqueza na fé : Traze-nos outra vez, ó Senhor, do cativeiro.

O cativeiro são as preocupações com as coisas do mundo, o olhar sobre o pecado dos outros, o orgulho, toda a vaidade. Tudo aquilo que nos faz esquecer do Senhor, e ter ódio.

Como vamos semear em lágrimas ? Quando motivados pelo arrependimento, realizamos a reparação de nossas maldades.

Nisso então colheremos os frutos da paz de espírito, e a pacificação em Deus é a verdadeira alegria.

Assim, aquele que carrega a Semente, ou seja, o amor trazido a nós pelo Cristo, caminha no arrependimento e dele só oferta boas obras (mesmo no seu silencio e humildade).

Este com certeza será então resgatado do exílio, e será cheio de bem aventurança.

No amor de Cristo,

Diácono Marcelo.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Notas Pastorais : Desejando encontrar Cristo



Irmãos,

certa vez uma mocinha conheceu o Evangelho, e seu coração foi tomado de amor por Nosso Senhor.

Sem conseguir conter o seu entusiasmo, contava a todos sobre o seu desejo de ver o Cristo, de se prostrar aos Seus pés, ouvir Suas palavras, conviver com Ele, estar em Sua presença.

Certo dia um homem ao a ouvir falar com tanto entusiasmo sobre seu amor por Cristo, se aproximou dela e disse, que se buscasse o interior da floresta distante, e aguardasse em uma determinada clareira, e que la haveria uma casinha, um poço com agua,e o suficiente de frutos silvestres, mas só o minino para sobreviver, mas nada. E que O Senhor iria aparecer para ela.

Não era possível determinar o dia, mas que certamente O Senhor haveria de passar.

A mocinha não pensou duas vezes e partiu para floresta, encontrou a clareira e casinha e se sentou a esperar.

Em cada minuto ela vibrou de alegria, entusiasmo e esperança de encontrar O Senhor.

Passou, as horas, os dias, os anos. Foi-se a juventude da mocinha.

Um dia então, quando ela já era velhinha, aquele homem que lhe havia contado na juventude sobre a oportunidade de ver o Senhor na floresta apareceu e disse : "Ja faz anos e até hoje o Senhor não lhe apareceu ?Você deve estar brava comigo."

Mas a velhinha, que eu seu coração era ainda uma menina, sorriu e disse ao homem :

"Oh não ! Por todos esses anos, todos os meus dias tem sido de tão grande entusiasmo e esperança ! Nenhum dia foi igual, e tudo isso devo a esperança do encontro com Cristo ! Eu agradeço muito a voce, por ter me dado este tesouro, que deu tanto sentido para minha vida !"

Foi então que o homem se transfigurou, e Se mostrou como O Cristo Deus e lhe disse : "Todos os dias vivi no seu coração. Agora venho para levar voce comigo, para viver em minha companhia para sempre. Me de a sua mão, minha amada"

E a velhinha, que em seu coração era uma menininha, feliz da vida, como foi desde o primeiro dia que conheceu o Evangelho, deu a mão ao Seu Senhor, e foi para o céu.

Meus irmãos,

Todos nós, em um dado , em um dado momento de nossa vida, conhecemos a alegria da mocinha que conheceu o Evangelho.

E a Igreja nos diz sobre uma casinha na clareira de uma floresta, e nos diz que se desejarmos viver la, a espera de Cristo, um dia Ele vai nos encontrar la.

Mas passado o momento inicial de nosso encantamento com a descoberta do Evangelho, deixamos de desejar com todo ardor o encontro com Cristo, e nisso, mesmo sabendo da possibilidade de encontrar o Senhor, não realizamos o esforço de deixar a cidade e partir para a casinha, na clareira da floresta.

Nisso, ainda que tenhamos respeito e reverencia ao Cristo e as verdades do Seu evangelho santo, nós não ansiamos a serio o encontro com Ele.

Cristo tristemente passa a ser como um personagem histórico antigo, que ate sabemos que existiu, que ate admiramos, que ate gostaríamos de conversar... mas que não pertence ao nosso tempo, a nossa vida.

E então, esta vida acaba, e mesmo sem nunca termos oficialmente negado o Cristo e a Sua bondade, morremos sem O encontrar.

A espera na floresta é a vida de acordo com a Luz do Evangelho. A casinha é a Santa Igreja, o poço são os sagrados sacramentos, e os frutos silvestres são as necessidades básicas da sobrevivência material.

Se nós buscarmos viver com estas posses e segurança, na espera alegre do Senhor , um dia O Senhor nos busca, e nos toma pela mão, para vivermos com Ele no céu.

Vamos pensar em viver a nossa vida iluminados pela primeira impressão de amor que encontramos no Evangelho.

Assim, todos os dias vão ser felizes, a espera de Cristo, que vive em nosso coração, quando desejamos estar com Ele de verdade.

No amor de Cristo,

Diácono Marcelo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Dúvidas dos Fieis : Reunião catequética


Como ocorre a cada domingo, após a Divina Liturgia na Missão da Proteção da Mãe de Deus, os fieis se reúnem para um bate papo sobre a fé, que caracterizamos como "reunião catequética", pois essencialmente tratamos de tirar dúvidas sobre a fé.

                                       A influencia da cultura

Neste domingo, um de  nossos irmãos trouxe uma duvida a respeito do que ler e o que não ler (fora da literatura da Igreja), para nos preservar da influencia de ideias contrarias a fé.

Podemos ampliar isso para os programas de tv, para os filmes, para os sites que acessamos e as musicas que ouvimos, e certamente aos ambientes que frequentamos.

Qual é o parâmetro para determinar qual é a boa e a má influencia ? O que devemos evitar ?

O que devemos observar a respeito de tudo, é o que se produz em nosso coração e em nossa mente.

Se o que recebemos nos torna pessoas mais humildes (a humildade em Deus, aquela que nos impede de julgar os outros e nos promove arrependimento e gratidão a Deus) é algo bom.

Se somos cristãos, nossa meta na vida é fazer de nosso coração, uma câmara para o trono no qual se assenta Deus.

Então, nossa maior meta é buscar manter o nosso coração limpo, iluminado, digno de ser morada de Deus.

O tipo de leitura que produz isso é boa leitura, leitura essencial.

A leitura que não no produz isso pode ser irrelevante ou negativa. Nunca será boa, necessária.

O mesmo vale para todo o resto.

O que plantou em seu coração e mente ? Devemos ficar atentos a isso, e com a ajuda de Deus, vamos escolher um melhor alimento para a nossa alma

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                        O Patrimonio Espiritual de outras crenças
A respeito do mesmo assunto, um outro  irmão  levantou duas boas questões.

A primeira delas é a respeito da literatura religiosa de outras crenças.

Como devemos proceder com um livro que é sagrado para uma outra fé, mas que para nós não é uma fonte legitima para conhecer nossa fé ?

Nossa fé ensina que nas crenças religiosas fora do cristianismo ha verdades espirituais, e mesmo por isso muitos pontos são conciliados entre a crença da Igreja e aquilo que professam outras fé.

Nisso a Igreja ensina que há no homem, em todos os homens, um fragmento da verdade essencial, gravado nas consciências, que faz com que cada homem possa ver na lei natural um termo sobre o certo e o errado básicos, que lhe permite ter a noção da existência de Deus e nisso O temer e O buscar.

Crê a Igreja, que as religiões não cristãs são esforços do homem em buscar a Deus, e que neste esforço ha acertos notáveis (pois é da natureza do homem buscar este encontro), mas ha igualmente equívocos importantes, pois justamente por ser um esforço do homem, ha precariedades.

A Igreja cre que o cristianismo é justamente o ensino da verdade advindo de Deus para os homens, e nisso ele é sem macula (ainda resta a nossa dificuldade de viver este ensino puro).

Deus todo misericordioso aceita o bem que ha neste esforço, e nisso devemos crer que ha esperança tambem para aqueles que não conheceram a fé cristã, mas que vivem o melhor sobre aquilo que de acertado compreenderam sobre a verdade.

Contudo, para aqueles que ja tem acesso ao conhecimento puro, sem a macula dos esforços do homem, deve evitar este conhecimento parcial.

Nosso irmão então perguntava qual melhor destino para o exemplar do Bhagavad-Gita  que ele tem em casa.

Este livro contem essencialmente o dialogo entre um Principe Guerreiro (Arjuna) e o seu Auxiliar no Campo de Batalha (Krishna).

Arjuna esta diante de um dilema humano : Ele se vê na obrigação de entrar em guerra contra seus proprios parentes (que conformam um reino rival), e prevendo que mesmo na vitoria ele vai conhecer a dor e a tristeza de fazer sofrer seus parentes, ele decide não lutar, e se entregar, com base no conceito nobre da "não violencia".

É então que percebendo sua crise existencial, Krishna começa a instruir seu principe sobre o equivoco essencial do seu pensamento :

Não perceber que o mundo é fatalmente cheio de sofrimento, e que não é possível escapar dele. É preciso sim, enfrentar os desafios da vida, não atentando para as consequencias, mas sim buscando realizar o que nos cabe, a cada um.

Nisso, Krishna faz ver ao Principe que ele tem um dever de proteger o seu povo (que era agredido por um outro reino), de exercer a justiça, e lutar pelo o que é certo, mesmo que nisso venha a conhecer o sofrimento.

No meio deste dialogo, Krishna deixa aos poucos de ser o auxiliar de Arjuna, e passa a ser o seu Mestre Espiritual, e no progredir do dialogo se revela como um deus.

É então que o tema do Bhagavad-Gita deixa de abordar apenas a questão existencial de Arjuna, e se pretende  um manual do relacionamento pessoal de cada homem com Deus.

Krishna então ensina a Arjuna ( pretendendo a todos os homens), como cada pessoa pode adorar a Deus, independentemente de seu lugar no mundo.
Pois bem, os prós e contras da leitura do  Bhagavad-Gita para um de nós, que cremos no que a Igreja ensina :
1- Os ensinamentos a respeito do inevitável do sofrimento no mundo, e da necessidade de tomarmos a nossa cruz e lutarmos no mundo, tendo apenas o fito do que é certo (nossa união com Deus) é correto, e compatível com a nossa fé.
Contudo, isso já está na nossa fé, de forma clara no Evangelho.

Logo, não precisamos buscar o
Bhagavad-Gita para entender isso. Tal busca significaria o mesmo que ver Cristo como um professor insuficiente destas verdades...
2 - O ensinamento sobre buscarmos um relacionamento pessoa&Pessoa com Deus, em uma via de devoção (o essencial do dialogo presente neste livro) é correto em sua essencia.

Mas o caminho do Bhagavad-Gita é ver este Deus na figura de Krishna, que se apresenta a Arjuna como O Senhor Criador, o Verdadeiro Deus (em termos muitas vezes parecidos com a forma com que Nosso Senhor Se descreveu).

Nós cristãos temos no Evangelho a indicação sobre o relacionamento pessoa &Pessoa com Deus. É o que basicamente Cristo nos ensina.

Então não temos razão para buscar aprender isso no Bhagavad-Gita.

Mas alem disso,  e essencialmente isso nos deve fazer evitar esta leitura, é que como cristãos acreditamos que Jesus Cristo é O UNICO SENHOR, o Filho Unigenito de Deus, e Deus.

A leitura do Bhagavad-Gita nos faz ver Krishna como Senhor e Deus.

Ou cremos em uma coisa ou em outra. É contrario a nossa fé.

Novamente, voltando a resposta da questão da influencia das coisas: Devemos buscar nos alimentar daquilo que nos faz crescer a fé cristã em nosso coração.
 
Não vamos conseguir fazer isso como o Bhagavad-Gita, mas ao contrario, no maximo conseguiremos apenas relativizar o carater sagrado e unico de nossa fé, a fazendo parecer uma "versão judaica" do que ja era conhecido dos indianos.
Nosso irmão não precisa queimar o Bhagavad-Gita, que como dissemos contem tambem boas coisas(mistura com erros, de acordo com a nossa fé).

Mas não deve o ter como leitura.

Logo, melhor dar este livro para alguem que ja creia no conteudo do Bhagavad-Gita


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                                     Artes Cênicas, vida artistica e a fé.
Este nosso irmão  tambem fez um comentario sobre o tema da influencia cultural.

Segundo ele, no livro "Minha vida em Cristo", o Bem Aventurado João de Kronstadt (um dos mais venerados santos da igreja russa), fazia criticas veementes ao teatro, como talvez um descaminho para a fé.
Como tratamos na reunião, São João é um inegável santo e admirável amigo de Deus.

Contudo, era um homem muito rigoroso, e muitas vezes aquilo que um santo pontua deve ser considerado de modo especial, tendo em consideração tanto o contexto exato sobre o que tratava, e também as particularidades da sua personalidade.
A Igreja não condena a atividade artistica, a carreira de ator, a criação dramaturgica.

O que a Igreja orienta sobre este campo é o mesmo que orienta como norte para todos os outros : A busca do luminoso, do saudavel, tendo como luz a memória de Deus.

O que dizer por exemplo de filmes maravilhosos sobre a fé, que tanto contribuiram para o despertar espiritual das pessoas ?

Recentemente o ator protagonista do filme "Ostrov" (um filme de tematica ortodoxa), falava com humildade e beleza, sobre como se via como apenas um instrumento para a Gloria de Deus atuar no mundo.
Logo, novamente : Boa será a arte que nos aproximar de Deus. Este é o parametro


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                           Sobre o "incenso do diabo" : O cigarro.

Um outro de nossos irmãos perguntou sobre o cigarro : É proibido para os cristãos ortodoxos ?
A Igreja condena o vicio (qualquer vicio). Dificilmente alguém que fuma não é aguda condicionado a fumar.

Certamente a Igreja não incentiva, e fica feliz com a resolução de quem deixa de fumar.

Clerigos não podem fumar, e o fiel que fuma esporadicamente, deve evitar o fumo para comungar.

Esses dois apontamentos são demonstrativos sobre a posição negativa da Igreja sobre o uso de cigarro. Melhor é deixar de fazer uso, mesmo esporádico.

O vicio sim, constituiu pecado


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                                 Francisco de Assis para nós Ortodoxos

Por fim, uma nossa irmã catecumena perguntou sobre Francisco de Assis: É santo para a Igreja Ortodoxa ?
De forma objetiva, podemos dizer que Francisco de Assis não é um dos tantos santos glorificados pela Igreja Ortodoxa.
Isso se explica primeiramente pelo fato de Francisco não ter vivido em comunhão com a Igreja Ortodoxa, não ter portanto professado a mesma fé que a Igreja Ortodoxa, mas ao contrario,  tendo sido catolico romano, aderiu a certos aspectos desta fé que são distintos do que cre a Igreja Ortodoxa.

É tambem um fato a considerar, que a manifestação dos ditos "estigmas", em Francisco de Assis (que para o catolicismo romano é uma marca de sua santidade), se constitui para a Igreja Ortodoxa um elemento estranho a experiência dos santos, seja do primeiro milenio seja após a separação da diocese romana.
Ainda assim, caracterizar que Francisco de Assis não é venerado como Santo na Igreja Ortodoxa, não significa dizer que este admirável homem não seja uma pessoa extraordinaria e digna de respeito e de admiração por parte dos cristãos ortodoxos.

Francisco de Assis foi certamente um fervoroso buscador de Deus, e é possível ver os muitos frutos do seu amor na vida de tantas pessoas, que encontraram em seu exemplo de vida um modo de despertar para o amor a Deus.
A oração atribuída a Francisco de Assis é um património para todos os cristãos, uma síntese da busca evangélica.

Logo, um filho da Igreja Ortodoxa que admire Francisco de Assis, pode tomar tudo o que ha de luminoso na vida deste homem extraordinário e copiar, desde que seja compatível com a fé ortodoxa.

Verdadeira veneração é seguir o bom exemplo em nossa vida.
Que Deus permita ser útil !
No amor de Cristo,
Diácono Marcelo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Em busca de um coração purificado : Sugestão para uma pratica de oração diária acessível para todos (O uso do Cordão de Oração e a Leitura Diária do Evangelho.)



Irmãos,

como buscadores de Deus, a meta primordial de nossa vida é tornar nosso coração uma morada agradável para Deus.


E o primordial para tornar isso possível, é criar um meio regular, diario, para ter um tempo realmente qualificado, nobre, dedicado a oração.


Claro, devemos buscar manter a memória de Deus sempre ativa, em todos os momentos do dia.


Contudo, o tempo da oração é aquele contato mais intimo e especial, no qual dizemos :
" Pronto meu Senhor e Melhor Amigo, agora só me dedico a nossa amizade".


Todo relacionamento verdadeiro de amizade é assim.

O bom amigo nunca deixa de estar em nosso coração, em nossos melhores pensamentos.


Mas a amizade só se mantém quando ha a vivencia do relacionamento pessoal, da troca.


Muitos são aqueles que embora desejem ter este tempo qualificado de oração, encontram muita dificuldade de criar este lugar luminoso em suas vidas.


É mesmo um desafio. O mundo, que odeia Deus, nos desacostumou da oração.


Ainda que seja o movimento natural de nossa alma buscar O Amado, o mundo investe pesado no esquecimento de nossa real natureza.


Assim, ainda que o nosso coração seja de modo natural uma câmara para a morada de Deus, a obscuridade crescente, no habito de "não lembrar de Deus", torna a oração em algo alheio a nossa natureza.


Deste modo, não devemos nos chocar se ha dificuldades com a oração. É assim mesmo no inicio do despertar espiritual.


Essa dificuldade nos faz compreender de forma pratica a extensão real da queda de Adão, e de como somos herdeiros de sua queda.


Mas precisamos ter determinação para remover esta obscuridade, aos poucos mesmo, mas de modo sério.


O que oferto aqui é uma pratica modesta, mas já experimentada de regra de oração.


Ela não deve ser vista como um substituto para aquela prática que você ja realiza.


Na verdade, é uma sugestão para quem ainda não tem uma pratica firme de oração diária.


                                                             Criar um horário fixo


O ideal seria pontuar o inicio e o fim de cada dia, como tempo qualificado para oração.


Contudo, muitos são aqueles que tem grande dificuldade com a organização do tempo pela manhã.


Fazer oração "rapidinho, correndo", pode parecer razoável (pois ao menos estou orando), mas na verdade e inevitavelmente acaba por se tornar um modo de "bater o ponto" espiritualmente falando.


É preciso entender que não estamos querendo enganar ninguém. Muito menos a nós mesmos, e muito menos ainda a Deus.


Como colocamos acima, ainda que a oração seja natural a nossa alma, em razão da queda e da força do mundo, nós perdemos a tendência natural de buscar a Deus na oração.

Então é preciso saber que deve existir esforço.


Logo, se você sabe que para dar conta da sua organização do dia (se higienizar, tomar cafe, se vestir), você precisa acordar as 6 da manha, tenha em mente que voce precisa "se levantar para Deus" as 5: 30.


Sim, é dificil, muitas vezes a noite foi "mal dormida", e a busca por estender o descanso na cama até o ultimo segundo possível é compreensivel.


Mas aqui novamente : Não queremos enganar ninguem, não é ? Voce quer dedicar um tempo real para a oração ?


Crie este tempo, e é tirando mesmo do horario do seu descanso.


Ok, mas é certo considerar que o processo de despertar espiritual é muito particular, e que cada um tem o seu tempo, as suas marcas para o progresso.


Contudo, se você então ainda não consegue acordar mais cedo para dedicar um tempo só para Deus, tenha ao menos em mente que isso está faltando.


Está faltando no relacionamento entre você e Deus.


E isso é o que ha de mais grave, se de fato cremos em Deus e queremos um relacionamento com Ele.


E que fique claro : é só você que pode resolver esta falta.


Neste caso (como na maioria dos outros problemas da sua vida a resolver ) não é culpa do governo, do seu trabalho, do seu cônjuge, do clima...


É um problema seu mesmo.


Bom, mas então o que dizer da noite ?


Assim como o ideal é começar o dia com um tempo qualificado de oração, o mesmo se dá com o fim do dia.


Para purificar o nosso coração de um dia inteiro, só com este tempo realmente dedicado ao nosso relacionamento com Deus.


Sim, você tem que cuidar do relacionamento com sua familia, precisa descansar, relaxar a mente. Ok.


Mas novamente, o mesmo com a questão da manha : Você acha que vai criar um tempo para a oração fazendo uso de qual momento ? Sim meu irmão : De um momento que você tem para o descanso mesmo.


Então, antes de ir dormir, cria o tempo para ter com Deus amizade. Deixa que sejam os seus ultimos pensamentos antes de fechar os olhos a memoria mais pura de Deus.


Cada noite é uma preparação para a nossa morte. Vamos treinar então, a cada noite, a melhor maneira de "repousar no Senhor" ? Deus permita !


               Sugestão de Regra diária com o uso do Cordão de Oração :


Muitos tem o cordão de oração e não sabem muito bem o que fazer com ele.


O cordão de oração não é uma pulseira, ou um pingente para se colocar no automóvel, ou um adorno ao nosso canto dos ícones.


O cordão de oração é uma ferramenta para nos ajudar a ter concentração constante, e manter a nossa mente com foco no essencial : suplicar a Cristo por misericórdia.


Quando reconhecemos que Jesus Cristo é o Filho de Deus e nosso salvador, e sabemos que somos pecadores, a oração de Jesus passa a fazer todo o sentido. Pois pedimos ao nosso salvador que nos perdoe, e nisso nos purifique.


Assim, se você tem um cordão de oração, você pode fazer dele uma ferramenta útil para sua regra diária de oração, se você tem maior dificuldade de ler (com atenção e fervor) as orações do livro de orações.


É algo simples : Seja pela manha ou a noite, certifique-se que você está no seu lugar de oração, sem perturbações exteriores, sem preocupação com horário, sem barulho, ruídos.


Diante de um ícone iluminado por uma lamparina, faz o sinal da Cruz com solenidade e inicia a sua oração cantando com toda alegria a oração do Espírito Santo, o Trisagio e o Pai Nosso :


Rei dos Céus, Consolador, Espírito de Verdade, Tu que estas presente em tudo e enches tudo. Tesouro de bens e Doador da Vida, vem e habita em nós, purifica-nos de toda mácula, e salva ó bondoso as nossas almas.


Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal, tem piedade de nós (3)
Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, e agora e sempre e pelos séculos dos séculos, amém.

Santo Imortal, tem piedade de nós,
Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal, tem piedade de nós

Pai Nosso, que estás nos ceus, santificado seja o Teu nome venha o Teu reino.

Seja feita a Tua vontade como no céu assim na terra, o pão nosso de cada dia dai-nos hoje.
Perdoa-nos as nossas dividas assim como nós perdoamos aos nossos devedores, e não nos conduzas a tentação, mas livra-nos do maligno.

Depois de cantar estas orações (que devem estar gravadas em nosso coração, sem que tenhamos que ler), separar a leitura do Evangelho, acendendo uma vela (para nos lembrar que o Evangelho nos traz a Luz de Cristo para nossa vida).

Se vai começar a regra, iniciar com o Evangelho de São Marcos.

Ler um capitulo por dia. Ler em voz alta, pausadamente, prestando atenção no que é descrito. Não precisa cantar, mas ler com vivacidade.

Ao fim da leitura, apagar a vela, e sentado mesmo ao chão, dar inicio a oração com o cordão.

Sente-se no chão não como um ato de relaxamento, mas por humildade, imaginando que está sentado, aos pés do Nosso Amado Cristo.


Diz então, ao tocar cada um dos nós ou contas :


Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador, tem piedade de mim, um pecador.


Diz assim, pausadamente, sentindo cada palavra, entendendo a frase como uma real suplica.


Você esta mesmo suplicando a Cristo. Pensa nisso com fervor.


Ao final de 10 nós ou contas ha um separador. Nesta você lembra da Mãe de Deus, a Bem Aventurada Virgem Maria.


Lembra das palavras de Cristo a Santíssima Virgem e a João, o "discipulo amado" : Eis o teu filho, eis a tua mãe".


Todos nós que buscamos ser "o discipulo amado" de Cristo devemos ter a Santissima Virgem como nossa mãe.


Do mesmo modo, a Santissima Mãe de Deus nos toma como filhos, mesmo por ordem do Senhor.


Então, no separador diz : Pelas Orações da Toda Pura e Santa Mãe de Deus, salva-nos Senhor.


Novamente, diz pausadamente, com fervor, e sentindo as palavras, crendo mesmo que a Santissima Mãe de Deus ora junto a Cristo por você.


Se voce tem um cordão de oração pequeno, de 20 contas, faça então 5 voltas. Se tem um de 25 faça 4, ou se tem um de 50, faça duas.


Ao final da sequencia, ponha-se novamente de pé, e canta o hino de louvor a Mãe de Deus
: Digno é em verdade bendizer-te, Sempre bem aventurada, Toda Imaculada e Mãe do nosso Deus.
Mais honrada que os Querubins (+), incomparavelmente mais gloriosa que os Serafins, sem corrupção deste a luz ao Deus Verbo, verdadeira Mãe de Deus nos te magnificamos.


De segunda a sexta feira, faz 3 vezes o sinal da Cruz(cremos na Trindade), com 3 grandes prostrações (tocar a testa no chão), e depois beija o ícone. Sábados e Domingos, 3 pequenas prostrações (inclinação até a cintura) e beija o ícone.


Todos os dias, ao acordar e ao dormir. Simples, modesto, mas é seguro : Vai aquecer o seu coração.


Que Deus permita ser útil !


No amor de Cristo,

Diácono Marcelo.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Duvidas dos buscadores : Sobre debates acalorados e paternidade espiritual



Um buscador da fé traz a seguinte questão :

" Padre, em suas postagens vejo sempre uma posição de critica ao envolvimento em debates sobre a fé, principalmente quando estas discussões tratam de questões mais polemicas, sobre politica e comportamento.

Contudo, se estamos vivendo no mundo, e desejamos viver a fé, como não ter interesse em debater estas questões, justamente com os nossos irmãos de crença ?
Como aprender sobre a fé, fugindo do confronto de idéias ?
Não é justamente este fervor por aprender e provar a verdade de nossa fé, que nos distingue dos mornos, que Cristo condena ?"

Um outro pergunta :


"Muito se diz a respeito da importância dada na Ortodoxia a paternidade espiritual. Mas como aceitar a paternidade (aconselhamento) de um padre com o qual não concordamos ? Deve haver uma fidelidade cega ? "


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Acredito que os dois temas sejam de algum modo entrelaçados, e vou portanto apresentar uma exposição sobre as duas questões conciliadas.
Espero que seja util .


      Sobre o envolvimento em debates e discussões (na internet, ou fora dela)

Vamos pensar : O que é o pecado da vã loquacidade ?


Alguns acham que o "x" da questão é sobre "falar muito".


Não.

O "x" da questão está no carater inutil do que se diz.


Debates são quase sempre vã loquacidade.


Pois pessoas se dedicam a tratar de assuntos que não possuem nenhuma responsabilidade, quase sempre fazendo uso de simplificações grosseiras, e cheios de julgamento do outro.


No meio de tudo, enamorados pelo prazer do "esporte da discussão", criam em suas mentes a ilusão de que debatem "pela melhoria da sociedade", para "alertar as pessoas", para "não deixar que o mal campeie".


Tudo auto ilusão. Debatem apenas para fazer vencer o seu ponto de vista, e ganharem de uns outros a chancela de "bom debatedor".


No que isso fez voce ou o seu "rival" se aproximarem de Deus ? Nada ?

Ok = Vã loquacidade.


Bom é evitar as discussões, pois os debates são comuns em todo ambiente onde não ha busca por Deus.


O que então é melhor, no lugar desses obscuros entretimentos ?



                                               Sobre a Paternidade Espiritual

Boa é a troca, que ocorre quando ha sempre um que ensina e outro que aprende.

Mas ainda assim, só será bom quando para os dois, o que ensina e aquele que aprende, a humildade seja a medida.


Se estamos falando do que realmente importa, ou seja, sobre como podemos tornar o nosso interior uma bonita morada de Deus, é preciso que quem ensina e quem aprende tenham o seguinte discernimento :


Aquele que ensina entenda que não ensina nada seu, mas apenas transmite o que recebeu, e se é a Verdade, advem de Deus.


Precisa saber que é apenas um canal, um meio.


Nisso, deve saber que não deve aceitar beneficio da admiração vinda daqueles a quem beneficiou , a não ser a justa e natural afeição de quem o vê como um bom transmissor.


Deve deixar sempre claro a aqueles que ensina, a sua condição de mero transmissor.
E não aceitar, de modo algum, uma dignidade maior do que essa.


Do mesmo modo, não deve ficar triste ou magoado se não gostam ou aceitam aquilo que transmite.


Novamente : Não é pessoal, não é com você, é sobre a verdade que voce repassa.

Uns vão a aceitar com um auxilio, outros não.

Lembrando de sua condição de transmissor, fica feliz pelos primeiros, e aceita a liberdade dos ultimos, sem se sentir rejeitado. Não foi você que rejeitaram.


Para tudo isso é preciso ter humildade e discernimento.


Mas tambem que recebe o ensino, se faz necessário atentar para certos aspectos importantes.


Aquele que recebe precisa saber que precisa deste canal, precisa daquele que ensina, e que isso o remete a humildade e a gratidão.


Pois mesmo que a Verdade advenha não de quem ensina, é fato que foi o amor por você que tornou possível a disposição de quem ensina te ensinar.


Seja sempre grato por este amor, por este cuidado para com você. E este amor e cuidado advem do tranmissor.


Sem gratidão não ha humildade.


Para que se tenha um beneficio real do ensino que recebe, uma postura desafiadora nunca fará sentido.


Se você aceita que um é quem ensina e o outro é que aprende, não faz sentido esperar vencer qualquer disputa.


Aceite ser ensinado, corrigido.


Isso no entanto não significa que uma vez não tendo assimilado um ensino, não possa haver questionamento, mas ao contrario, deve haver sempre, e sem qualquer melindre.

Afinal, não se trata de adestramento.


Mas que este questionamento seja sempre o "Não entendi, me explica de novo".


Assim ele será sincero e humilde.


Mas que então nunca seja : "ah, desculpe, mas eu não concordo".


O "eu não entendi", determina que você não sabe, e reconhece que um outro sabe. Mas que ainda não conseguiu te transmitir.


O "eu não concordo", estabelece uma relação de igualdade, que destitui de sentido a relação de troca, de um que ensina e outro que aprende.


Você sabe, quem te ensina não.


E se ele não te ensina, por qual razão você seria grato ?

Sem humildade. nunca haverá gratidão.

Mas e se em algum momento, se percebe que não ha caminho para esta relação de boa troca ?


Se quem ensina, percebe que não consegue beneficiar aquele que recebe o seu ensinamento, seja franco, e se desligue desta relação.


Mas nunca deixe de amar e pedir a Deus por este seu amado, a quem dedicou sua melhor atenção.


Do mesmo modo é com quem recebe o ensino. Se não é mais possível aprender com aquele que te ensina, seja franco e se desligue desta relação.


Mas igualmente, sem nunca deixar de ser grato pelo amor e cuidado que recebeu, e nunca deixe de pedir a Deus por quem zelou por você.



No amor de Cristo,

Diácono Marcelo.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Notas Pastorais : O problema sobre o objetivo de nossa busca na fé, e sobre a Câmara do nosso coração.


Queridos irmãos,

um buscador da fé perguntou : "Qual é o sentido de buscar uma religião ? Por qual razão é importante fazer orações e essas coisas todas relacionadas ao ser religioso ?"

É uma boa questão.

E ao tentar refletir sobre ela, podemos tratar de uma questão muito importante, que diz respeito a uma grande dificuldade encontrada pelos buscadores da fé : Entender o que se busca.

Buscamos uma religião se entendemos que : 1 existimos espiritualmente , 2 e que há um Deus, um Ente espiritual, que Sendo superior a nós, nos criou, e espera pelo nosso contato, para ter conosco um relacionamento.

Quem entende que os pontos 1 e 2 são uma verdade, de maneira geral busca uma religião, para poder então compreender a dimensão desta propria existencia espiritual, e para saber o caminho para se relacionar com este Ente, este Outro, que nos criou e que deseja ter conosco um relacionamento.

Para quem entende a verdae desses apontamento 1 e 2, o objetivo da vida não é outro, senão entender como se relacionar com Deus.

E ai a religião não será um aspecto cultural da vida deste individuo, mas será sim o mapa de sua vida, um modo de conceber todas as coisas.

Mas isso só acontece, quando a compreensão desses topicos 1 e 2, mas sobretudo sobre o topico 2, se tornam realmente uma verdade para o individuo, e não apenas um "conceito teológico aceito".

Quando é assim, o cerne da vida é o relacionamento com Deus. Entender isso, e viver sob este entendimento (o relacionamento com Deus) é a única coisa que de fato é "importante".

As demais coisas (o relacionamento com as pessoas, a manutenção do corpo, as preocupações materiais, intelectuais, os "projetos"), vão ser sempre um pouco "cenográficos". Existem, mas não são, de fato, a realidade.

No final do dia de filmagem (no final da vida), o cenário é desmontado, e nós voltamos para casa....

Entender isso, de verdade, é o grande desafio, e é o que explica O caminho ser estreito, e que muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.

Para viver o relacionamento com Deus, é preciso de fato crer que há um Ente do outro lado, e que de verdade, a nossa casa não é aqui.

Se estamos na Igreja é apenas para compreender isso.

Qual é a grande questão chamada "mundo" ?

É que o mundo nos venda, e nos impede de compreender os pontos 1 e 2.

Mas a venda (as marcas perecíveis do mundo, que nos seduz) é de um material que nos permite ver alguma claridade (herança de nossa natureza original), e nisso buscamos uma religião.

E quando então caminhamos na senda da religião, a claridade aumenta, como que se a venda que nos impede de ver ficasse cada vez mais transparente.

Contudo, é preciso caminhar de forma decidida, sem retrocessos, e isso só se dará para aquele que fundamentalmente crê que há uma venda (o chamado do mundo).

Poucos são os que avançam nesta caminhada, pois são poucos os que acreditam existir tal venda.

E ha ainda aqueles que mesmo acreditando, e que ate mesmo chegam a perceber como verdade que tem uma alma espiritual e que existe Deus, mas que gostam de muitos aspectos do uso da venda nos olhos. Esses são os que retrocedem na fé.

Muitos então, quando chegam no caminho da fé, e recebe como informação : "melhor é deixar certas coisas, evitar isso e aquilo, para que você possa trilhar de fato esta caminhada", ficam desconfiados, e observam esses aconselhamentos como "obscurantismo religioso".

É assim então, quando pessoas que chegam a religião, sem nenhuma vivência orante (definitivamente não sabem rezar) recebem a indicação , de que por exemplo, "talvez não seja bom ler este livro", estranham muito... Isso se dá por compreenderem, segundo o ensino do mundo, que "todo conhecimento é valido", e que nada há de mais importante do que "adquirir conhecimento".

E como para muitos a religião é "um conhecimento", é estranho que se veja como antagónico "crescer espiritualmente", sem conquistar "erudição".

O caminho da religião não diz isso .

Diz sim que ha um conhecimento que é ruim, que envenena, que obscurece o coração e a mente, e que ha sim, coisas que devem ser evitadas, e que de modo algum o mais importante é "adquirir conhecimento".

O mais importante é aprender a amar a Deus.

É importante saber, que dentro de nós, há uma câmara.

É nesta câmara há um trono.

Este trono esta sempre ocupado.

Ou Deus senta nele, e nisso rege a nossa vida, ou um outro...

Este outro é o inimigo da humanidade, que por ódio a Deus quer nos destruir (para entristecer a Deus).

Quando então, pelos nossos sentidos, recebemos informações luminosas, a nossa câmara interior, a nossa "Sala do trono" se torna bonita, limpa, luminosa e aquecida.

E assim Deus habita nela, nos nutre com Seu amor, e assim caminhamos cada dia mais livres da obscuridade da venda.

A oração é o meio mais eficaz de manter a câmara assim, como trono de Deus.

Mas quando a oração inexiste (oração de verdade, como crença real de ser um dialogo com Deus, e com temor e arrependimento), e colocamos para dentro de nós a erudição do mundo (aquele conhecimento avesso a crença em Deus), a nossa câmara, a nossa sala do trono se torna um pântano fétido. E o trono, coberto de imundices é o trono do demónio.

E ele senta, e da câmara do nosso coração, rege a nossa vida.

Quando é Deus que reina em nosso interior, nós sabemos. Mas quando é o demónio que reina, nós não sabemos. É a venda nos olhos.

Esta venda nos diz que somos nós que estamos sentados no trono...nós somos o nosso deus, o nosso ídolo...

E assim, se já adoramos a nós mesmos....Como caminhar na trilha que nos conduz a adorar a Deus ?

Deus nos alertou sobre o metodo de fazer nosso coração ser uma câmara para Ele habitar : Buscar simplicidade e humildade. Buscar a oração, buscar a obediência, buscar a companhia dos irmãos, buscar olhar para o bem, se nutrir nele, e evitar todo o mal.

Mas poderemos dar ouvidos a Deus se não cremos nEle ? Se Deus for só uma "ideia dos homens" , como seguir Seus ensinamentos ? Podemos ser discípulos de uma ideia ? Não....somos discípulos de um mestre, de um ente.
Ouvimos o Filho do Deus Vivo.

Irmãos, é preciso refletir, ainda hoje : Entendemos o que estamos buscando ?

Que Deus nos ajude.

No amor de Cristo,

Diácono Marcelo.